Os primeiros capítulos da novela foram gravados na cidade de Poços de Caldas.
Trama
A freira Juliana abandona o hábito e se vê dividia entre dois homens:
o inconsequente Quico e o maduro professor Antônio Carlos. Terá de
lutar contra Eleonora, mulher poderosa apaixonada pelo professor.
Apesar de já ter ficado noiva sete vezes, Jô Penteado, sempre fica viúva de seus pretendentes, o que lhe rende o curioso apelido de "Barba Azul", por fazer deles gatos e sapatos. Jô embarca numa excursão escolar à Angra dos Reis, promovida pelo pacato professor
Fábio Coutinho, viúvo e pai de dois filhos, que levou consigo um grupo
de alunos. Mas uma falha faz com que o barco desvie de sua rota e vá
parar numa ilha desconhecida e distante.
Dados como mortos, eles passam alguns meses perdidos e a convivência
faz com que nasça um amor tempestuoso entre Jô e Fábio, que passam a
viver, feito cão e gato, um tumultuado romance
que percorre toda a trama - apesar das armações de Gláucia, a irmã
invejosa de Jô, e de Paula, ex-noiva de Fábio ainda apaixonada por ele.
Mais um sucesso de Ivani Ribeiro: uma comédia romântica que caiu no gosto do público.
Um grande sucesso de audiência, a trama chegou a conquistar 54% da audiência, ultrapassanso a concorrente da Rede Globo no horário, Corrida do Ouro.
A trama tinha um atrativo a mais: mostrava cenas verídicas de amor do casal Eva Wilma e Carlos Zara, que oficializaram sua união durante a exibição da novela.
A "barba azul" do título era o apelido de Jô Penteado, famosa por ficar noiva várias vezes sem nunca ter se casado.
Foi a primeira telenovela em cores do horário das sete da noite da emissora. A partir de sua data de estreia em 1º de julho de 1974, todas as novelas noturnas da emissora passaram a ser transmitidas em cores - também Os Inocentes, às 20h, e O Machão, às 20h30.
A atriz Carminha Brandão atuava em Os Inocentes, a novela das oito da Rede Tupi, quando deixou a atração para participar da nova novela das sete, A Barba Azul, onde viveu a personagem Ofélia. Enquanto iam ao ar os primeiros capítulos da trama, Carminha ainda aparecia em Os Inocentes, nas últimas gravações que ela fez para a novela nesse período. Ao final de Os Inocentes,
a atriz retornaria à novela das oito para gravar uma última
participação. Novamente a atriz pôde ser vista simultaneamente na novela
das sete e na novela das oito da emissora.
Na trama, o ator Nelson Caruso
interpretava um ator da própria emissora (Tony Duarte) que recebeu uma
oferta de uma "emissora carioca" (o que de fato ocorreu com Nelson
Caruso, que trocou a Rede Tupi pela Rede Globo)
e deixou a trama. Então a Tupi fictícia (na história da novela)
contratou outro ator para substituí-lo: Mauricio Moraes (interpretado
por Edgard Franco). E esse personagem passou a fazer as vezes do outro.
No remake da Globo - A Gata Comeu, em 1985 - a autora pôde enfim levar adiante sua ideia original para o personagem Tony Duarte (Roberto Pirillo), que permaneceu durante toda a trama, o que eliminou a necessidade do personagem substituto, Mauricio Moraes.
A atriz Rachel Martins,
que vinha vivendo a personagem Zazá, faleceu durante a novela. A atriz
não foi substituída. As vezes da personagem foram feitas por outra:
Olga, de Wilma de Aguiar.
Chamada da novela: "No barco do destino a força de uma paixão..."
Trilha sonora
"Don't Let Me Cry" - Mark Davis - Fábio Junior - (tema de Jô e Fábio)
Tema de abertura da novela "O julgamento", exibida pela Rede Tupi entre
1976 e 1977, com Carlos Zara, Eva Wilma, e Tony Ramos (em sua última
novela na Tupi), entre outros. Música: Galope - MPB 4.
(Eva Wilma e Cleyde Yaconis em O Julgamento)Maria Luiza Castelli com Henrique Martins e Eduardo Abbas numa cena de O Julgamento A novela foi iniciada pressupondo um determinado número de capítulos,
mas foi esticada e acabou com uma média de audiência de 23 pontos; o
grande momento foi saber que Sônia Eva Wilma foi a grande vilã da trama, pois ela foi a assassina de Lourenço Paixão Cláudio Correia e Castro.