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sexta-feira, 25 de março de 2016

Abbott &Costello



  Abbott &Costello Show-série exibida pela Tv Tupi anos 60 e 70


 
The Abbott and Costello Show é uma série de televisão do gênero Comédia (Sitcom), estrelada pela dupla de comediantes Bud Abbott e Lou Costello. O programa teve 52 episódios de meia-hora, em duas temporadas. Iniciou em 5 de dezembro de 1952, gravado em Nova Iorque e terminou em 1 de maio de 1954, dirigido e produzido por Jean Yarbrough. No Brasil, foi apresentado na década de 1970 pela Rede Tupi. O show é considerado um dos programas de comédia mais influentes da televisão americana.
 

 
Abbott e Costello eram dois comediantes norte-americanos que trabalharam no rádio, cinema e televisão e se tornaram uma das duplas mais populares da história da comédia mundial. Abbott (William Abbott) nasceu em Asbury Park, New Jersey, em 2 de outubro de 1895 e começou a trabalhar em Coney Island dirigindo sua própria companhia burlesca e viajando com ele, juntamente com sua esposa Betty e com outros comediantes veteranos como Harry Steppe e Harry Evanson. 
Lou Costello (Louis Francis Cristillo) nasceu em Paterson, Nova Jersey, em 6 março de 1906 e conheceu seu futuro parceiro, quando estava fazendo um espetáculo. Costello também era um cômico burlesco e apareceu num filme mudo juntamente com Laurel e Hardy (O Gordo e o Magro) em 1927. Na adolescência Costello havia sido um pugilista amador em sua cidade natal em Paterson. Os dois comediantes começaram a trabalhar juntos em 1935 na Eltinge Burlesque Theater na 42nd Street em Nova Iorque.
Os dois também apareceram inicialmente no rádio num programa chamado "The Kate Smith Hour" fazendo uma versão de "Who´s on Fist?" e acabaram substituindo Henry Youngman no espetáculo e permaneceram regularmente durante dois anos, mas como os dois tinham vozes muito parecidas, assim como seus sotaques de Nova Jersey ficava difícil de saber quem era quem. O problema só foi resolvido fazendo Costello alterar a voz para um tom mais infantil.
Em 1940, eles assinaram um longo contrato com a Universal Studios para fazer o filme "One Night in the Tropics" e a dupla acabou fazendo em torno de 30 filmes entre 1940 a 1956. Na década de 50 chegarama televisão fazendo seu próprio espetáculo, The Abbott and Costello Show, uma comédia de costumes de 30 minutos de duração, que foram apresentados entre 1952 a 1954, tornando-se uma das comédias mais influentes da história. Em 1998 o "Entertainment Weekly" elegeu como uma das "100 Maiores Espetáculos da Televisão de Todos os Tempos".
Na metade da década de 50, a popularidade da dupla começaram a minguar. As rotinas de Abbott e Costello já estava saturando o mercado de filmes e televisão devido a superexposição da dupla. Cada um deles fizeram dois novos filmes e em 1955 a Universal encerrou o contrato, depois de mais um filme mais independente e Abbott acabou se aposentando. Além disso, em 1956, o fisco começou a cobrar da dupla os impostos atrasados, forçando eles a venderem suas casa, inclusive os direitos sobre seus filmes.
Costello fez aproximadamente dez aparecimento sozinho no programa "The Steve Allen Show". Também apareceu no episódio de "GETheater" e na série "Wagon Train". Em 3 de março de 1959, logos após um filme solo dele "The 30 Foot Bride of Candy Rock", Costello morreu de um ataque cardíaco. Abbott tentou retornar em 1960 fazendo algumas coisas. Fez um aparecimento em "GE Theater" em 1961 e em 1966, Abbott fez a voz de seu personagem numa série no desenho animado Abbott and Costello produzido pela Hanna Barbera. A voz de Costello foi feito por Stan Irwin. Abbott morreu de câncer em 24 de abril de 1974.

Abbott e Costello (em inglês "The Abbott and Costello Cartoon Show") é um desenho com produção Hanna-Barbera, RKO e Jomar Productions. Estreou em 1967 e teve 39 edições, com 4 episódios cada. No Brasil a série em desenho foi exibida na década de 1970 pela Rede Globo.
Conta a história dos humoristas Bud Abbott e Lou Costello e suas confusões. A dupla Abbott & Costello fazia muito sucesso na televisão e no cinema, nos EUA, e assim como O Gordo e o Magro e Jerry Lewis, outros comediantes famosos, foram inspiração para uma série de animação.



quarta-feira, 9 de março de 2016

QUATRO ANOS SEM A NOSSA QUERIDA ATRIZ-MÁRCIA MARIA

Márcia Maria Brisa (Vitória, 5 de fevereiro de 1944 - São Paulo, 8 de fevereiro de 2012  ) foi uma atriz brasileira.
Márcia começou sua carreira como garota-propaganda na TV Record por volta de 1965, tornando-se depois apresentadora. Estreou como atriz em uma pequena participação na série Ceará Contra 007, escrita por Marcos César, vivendo a personagem Silvia, ao lado de comediantes como Ronald Golias, Durval de Souza, Jô Soares, Consuelo Leandro e Renato Corte Real.
Sua primeira telenovela foi A Última Testemunha, de Benedito Ruy Barbosa, que estreou em agosto de 1968, com direção de Walter Avancini.
No ano seguinte, Márcia ganhava sua primeira grande oportunidade como atriz em Algemas de Ouro, outro original de Benedito Ruy Barbosa, que estreou em março de 1969. A personagem Lene revelou a atriz para o público, e foi nessa telenovela que ela trabalhou, pela primeira vez, com o ator e diretor Adriano Stuart, que depois viria a ser seu marido.
O sucesso chegou para a atriz com a telenovela seguinte, As Pupilas do Senhor Reitor, adaptação de Lauro César Muniz para a obra do português Júlio Diniz, dirigida por Dionísio de Azevedo. Lançada em março de 1970 pela TV Record, a telenovela ficou quase um ano no ar, e foi um dos maiores sucessos da emissora no gênero segundo a revista InTerValo.
Em março de 1971, Márcia Maria teve um grande desafio: viver Veridiana, a protagonista feminina de Os Deuses Estão Mortos, telenovela também de Lauro César Muniz e que reunia um grande elenco.
Nessa época, a convite do diretor Fauzi Mansur, estreou no cinema, fazendo um dos principais papéis de Uma Verdadeira História de Amor, contracenando com o galã Francisco Di Franco.
Os Deuses Estão Mortos rendeu mais um folhetim para a TV Record, a continuação da história que levou o nome de Quarenta Anos Depois, e foi exibida a partir de dezembro de 1971. Márcia Maria ganhou um papel duplo: a avó Veridiana e a neta rebelde e alegre com o mesmo nome.
Márcia Maria na capa do disco de Agnaldo Rayol   com Jonas Mello (várias)
Em junho de 1972, a atriz estreava na TV Tupi São Paulo, onde rapidamente se transformaria também em uma das estrelas da casa. A primeira telenovela foi Bel-Ami, de Ody Fraga e Teixeira Filho.
Na TV Tupi ela participou dos teleteatros que compuseram o Estúdio A e em 1973 ela participaria, pela primeira vez, de um telenovela da autora Ivani Ribeiro: Mulheres de Areia, que ficou quase um ano no ar, vivendo a vilã Andrea.
No ano seguinte, Márcia fez parte do grande elenco de Os Inocentes, uma adaptação de Ivani Ribeiro para a TV Tupi da história clássica A Visita da Velha Senhora, vivendo o segundo papel feminino da história, Marina. Neste mesmo ano ela voltou ao cinema, protagonizando Gente Que Transa, de Sílvio de Abreu. ao lado de Adriano Reys e Carlos Eduardo Dolabella.
Entre 1975 e 1978, Márcia Maria se tornou a heroína das telenovelas de Geraldo Vietri para a TV Tupi. Sempre tendo como par romântico o ator Jonas Mello, os dois encabeçaram os elencos das tramas Meu Rico Português, Os Apóstolos de Judas e João Brasileiro, o Bom Baiano. Entre uma telenovela e outra, escrita por Vietri, ela ainda fez uma participação especial na primeira versão de A Viagem, de Ivani Ribeiro, entrando quase no final da trama. Nesse período, ela também fez um filme dirigido por Geraldo Vietri, Uma Estranha Forma de Amar.
Em 1979, já em crise, a TV Tupi ainda encontraria fôlego para produzir a telenovela Dinheiro Vivo de Mário Prata, uma história que falava sobre os programas de televisão com perguntas e respostas que valiam prêmios para os inscritos. Márcia Maria interpretava a personagem feminina central, Flávia. Neste mesmo ano, fez mais uma incursão no cinema, em As Amantes de um Homem Proibido, de José Miziara, ao lado de Nuno Leal Maia, mas sem grande repercussão.

A década de 1980, começa com sua participação no filme As Intimidades de Analu e Fernanda, dirigida por José Miziara, ao lado de Ênio Gonçalves e Helena Ramos. O filme é até hoje um dos preferidos na programação do Canal Brasil,na http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3f/Primeiro_logo_Bandeirantes.gif, Márcia viveu Sofia na nova versão de A Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro, novamente dirigida por Walter Avancini, um dos diretores com quem mais a atriz trabalhou na televisão. A telenovela chegou a ser reprisada em duas oportunidades pela emissora.
Em 1982, ela viveu Dora na telenovela Campeão, exibida pela TV Bandeirantes, escrita por Jayme Camargo e Marcos Caruso, onde reproduziu a cena de Anita Ekberg no filme de Federico Fellini La dolce vita, banhando-se em uma fonte. Depois da telenovela, se dedicou ao teatro e apresentou um programa feminino nas tardes da TV Record, o A Mulher dá o Recado,    por mais de 3 anos.
Ela só voltou às telenovelas em Brasileiras e Brasileiros, pelo SBT, em 1990, dirigida mais uma vez por Avancini. Sua personagem era Leonor, a dama de companhia da atormentada mulher de Ramiro, personagem vivido por Rubens de Falco.
Ainda na década de 1990, apresentou o programa Festa Baile com Agnaldo Rayol, na TV Cultura. Fez teatro e gravou três telenovelas: Por Amor e Ódio, na TV Record, em 1997, como a mãe de Isabela (Luciene Adami); O Direito de Nascer, exibida pelo SBT apenas em 2001, como a madre Teresa que cuida da personagem Maria Helena (Guilhermina Guinle) quando ela vai para o convento e Amor e Ódio, também em 2001 no SBT, vivendo uma fofoqueira, a Rosinha.
Em 2005, Márcia Maria esteve na série Senta que lá Vem Comédia da TV Cultura, participando do teleteatro Casa de Orates, dirigida pelo ex-marido Adriano Stuart ao lado de Kito Junqueira e Cassiano Ricardo. Foi a última participação da atriz em teledramaturgia.
Márcia Maria morreu em São Paulo em 8 de fevereiro de 2012, aos 68 anos, em consequência de uma queda, em seu apartamento, causada por um acidente vascular cerebral.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Governo Federal estaria disposta a anistiar as emissoras de televisão que tiveram suas concessões cassadas durante o regime militar.

 

 Na prática, isso significa devolver as concessões a seus donos ou herdeiros. Como já se passaram muito tempo e as frequências já são utilizadas por outros concessionários, é certo que o governo providencie outra frequência para repassar aos beneficiados pela medida. 

Nacionalmente, dois casos são emblemáticos: A cassação da Rede Excelsior (1970) e a Rede Tupi (1980). No caso da Rede Tupi, o grupo empresarial dos Diários Associados poderá receber de volta suas concessões do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Belém (Os Diários Associados receberam em 1998 pela mesma medida a concessão de Recife). Já no caso da Rede Excelsior, por algum motivo ainda mal explicado, o conhecido empresário de rádios Paulo Abreu conseguiu ter em mãos a sucessão jurídica das concessões. Com a medida, receberia as concessões no Rio de Janeiro e São Paulo.
No Rio de Janeiro, os herdeiros das antigas emissoras TV Rio, com concessão cassada em 1976 e TV Corcovado, também cassada na época em 1972, poderão com a medida, requerer de volta as suas concessões. Resta saber se os herdeiros ou sucessores jurídicos dos antigos donos já estão agitando a papelada ou mesmo acompanhando esses acontecimentos. Dos grupos acima citados, somente Paulo Abreu e sua TV Excelsior estão acompanhando de perto esse processo, segundo sites especializados, o empresário luta por essas concessões há 8 anos.

Entenda o caso

Primeiramente, o Governo Federal entende que qualquer concessão de rádio ou TV cassada durante a ditadura militar, não importa o motivo, foi cassada em um período de exceção, ou seja, num período onde não havia liberdade de imprensa e tais medidas tem um certo fundo de ação arbitrária, daí a ideia de anistia. Segundo, ao devolver as concessões, o governo tende a reparar um erro cometido por aquele governo anterior. E por último, com o fim das transmissões analógicas, haverá espaço para devolver os canais sem necessidade de retirar ninguém de onde está atualmente.

Logicamente que a TV Excelsior e a TV Tupi não voltarão ao ar! Certamente após reaverem as concessões, os canais serão outros, com outro nome e outra história. Essa conversa fiada de volta de velhas concessões só serve mesmo para levantar a bandeira de reparo de erros passados. Na prática os beneficiários serão grupos de comunicação que, hoje, nada tem haver com os grupos prejudicados no passado. Um caso recente foi a venda da TV Manchete em 1999. Até o dia da publicação da transferência das concessões, os novos donos juravam que manteriam a TV manchete no ar. Depois da publicação da transferência, o papo mudou, o resto da história conhecemos bem!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Recordando a Tupi

Tchan! a Grande Sacada (TV Tupi - 1977), novela de Marcos Rey, reuniu Lilian Lemmertz, Raul Cortez e Tony Tornado no elenco.